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O sumiço recente tem uma explicação relativamente boa. Recentemente começou minha maratona de vestibulares, apesar de estar prestando apenas para quatro faculdades. Mesmo sem ir mais para aulas, acabei ficando um tempo sem postar, mas ainda assim está valendo. Entre os vestibulares que fiz, está o da Unesp, realizado pela Vunesp.
Dia 8 de novembro aconteceu a primeira fase do vestibular, composta por 90 questões de múltipla escolha. Até aí normal, não fosse a péssima distribuição das questões, já que matemática, química, física e biologia tiveram, no total, 30 questões, ou seja, 7 ou 8 questões para cada matéria. Por outro lado, história, geografia e filosofia tiveram também 30 questões, sendo que as questões que poderiam ser consideradas de filosofia, foram muito mais de história. Por fim, foram basicamente 15 questões de história e mais 15 de geografia. Diria que um tanto desbalanceado.
Não bastasse tal fato, o nível das provas estava extremamente desigual, com geografia, português e história questões bastante fáceis, enquanto matemática estava com um nível absurdamente alto. Um exemplo de tamanha disparidade, matemática tinha uma questão de geometria analítica que cobrava elipse, tema que muito raramente está presente em vestibulares, sendo quase ignorado pelos professores (em alguns colégios, tal tema nem está presente no conteúdo). Obviamente, a prova foi bastante criticada pelos professores dos principais cursinhos.
Ontem e hoje (20 e 21 de dezembro) foi realizada a segunda fase do vestibular da Unesp. Não satisfeita com uma prova ruim na primeira fase, a segunda foi tão ruim quanto. Primeiramente, alguém que está prestando Medicina Veterinária fazer uma prova de segunda fase, e esta prova ter 6 questões de história, 6 de geografia, 3 de biologia e 3 de química é algo extremamente complicado. Creio que saber biologia e química, no meu caso, é um tanto mais importante do que os conhecimentos sobre história. Além dessa falha numérica, o nível da prova estava totalmente desproporcional em relação à primeira fase. Das três questões de matemática, acredito que duas estavam mais fáceis do que a maioria (se não todas) das questões da primeira fase, algo totalmente ilógico.
Em um ano de tantas mudanças nos vestibulares, inclusive no da Unesp, uma prova como essa mostra a ineficiência e falhas nos sistemas de avaliação. Além disso, mostra que não é apenas o tão famoso Novo ENEM que apresenta falhas. Lamentável, Vunesp.
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23 de dezembro de 2009 às 12:10
Cara, mantenho minha opinião de que todas essas coisas que você e seus professores criticam nos vestibulares são fruto da insegurança gerada a partir da impotência diante deles.
Se essa é a lógica de quem quer ter controle sobre o que cai ou deixa cair no vestibular, imagino que a lógica de quem faz a prova é justamente quebrar expectativas, para impedir que cursinhos virem fábricas de vagas.
De que adianta criticar o processo? Quero eu crer que não é o que você sabe de biologia e química hoje em dia que definirá se você vai ser um bom veterinário.
Os cursinhos querem te fazer especialista no processo e não no conhecimento. Se eles não tem controle, e não conseguem dar segurança aos alunos, cai o discurso hipócrita.
Os cursinhos criticam os vestibulares não porque qualquer argumentação de coerencia. O fazem porque qualquer mudança os atinge.
Esse conservadorismo autoritário me incomoda profundamente.
23 de dezembro de 2009 às 22:27
A crítica não foi embasada no que disseram por aí, até porque nem conversei com nenhum professor meu depois do vestibular da Unesp. Eu escrevi a respeito de minha impressão sobre a prova.
Fato que, para alguém que está tentando uma vaga na universidade, não é nada agradável tantas mudanças nos vestibulares. Acho que deixa de ser uma “crítica” por parte dos cursinhos, mas passa a ser uma crítica sob a visão de um vestibulando.
Sinceramente, acho que alguém que se prepara para o vestibular de um jeito, se prepara para outro. Entretanto, pequenas mudanças podem tirar alguém da faculdade, o que considero bastante injusto em alguns casos, como por exemplo, mudanças anunciadas durante o ano letivo. Eu ficaria extremamente decepcionado e puto, por exemplo, se não entrasse na faculdade por causa de uma questão de história antiga.
No caso do vestibular da Unesp especificamente, havia sido anunciado que haveria questões de sociologia, filosofia, informática e educação física, mas não consegui identificar nenhuma questão claramente sobre tais assuntos (ninguém mais conseguiu).
Quantos aos conhecimentos de química e biologia, acredito que eu precise de uma base MUITO melhor nesses assuntos do que uma base em história para conseguir cursar bem um curso de veterinária. Sei que muita gente entra e sofre para passar em algumas matérias como bioquímica, genética e fisiologia. Aí sim faz diferença a base do Ensino Médio.
12 de janeiro de 2010 às 1:31
Vamos continuar aqui? Huahuahuahua NAAAAO’!
mano, odeio brigar com vc. Fico injuriado xD
s2 =******meliga